Por estar atuando no ramo têxtil há muitos anos, tenho acompanhado de perto a evolução do Pólo de Moda Íntima de Nova Friburgo, e fico muito satisfeito com o crescimento e amadurecimento que o setor tem nos apresentado. E quando digo isso, refiro-me a uma evolução sob o aspecto qualitativo, e não quantitativo.
Especificamente, nos últimos dois anos vem se desenhando uma curva ascendente, principalmente no que se refere à qualidade e ao design. Uma ótima referência para visualizarmos esta informação é o fato de Nova Friburgo ser sede da maior feira da América Latina de moda íntima, a Fevest, que a cada nova edição vem mostrando superação nos produtos, além de valorizar os atributos das empresas expositoras. Importantes clientes da Hak optaram por vir a nossa feira no ano passado, e não compareceram ao Salão da Lingerie, em São Paulo. Isso é um indicador que denota o grau de importância que o produto produzido aqui tem hoje a nível de marcado nacional.
O Brasil está na moda e, conseqüentemente, os nossos produtos estão sendo cada vez mais respeitados em relação essas características. Realidade esta, que já ocorre no mercado de calçados. Estilistas brasileiros são reconhecidos pela propriedade, ousadia e competência com que lançam suas coleções. Podemos citar como exemplo, o estilista Walter Rodrigues, de São Paulo. Ele desfila sua coleção no Fashion Rio, e depois em duas capitais importantes da moda: Paris e Tóquio. O produto brasileiro já lança e é ditador de moda, sendo reconhecido por isso. Com a Internet e os celulares cada vez mais acessíveis, as informações circulam de forma rápida influenciando diretamente o comportamento do consumidor. Estamos vivendo na “aldeia global” – o mundo todo está interligado.
No mundo da moda esta realidade não é diferente. Desfiles e eventos importantes que acontecem em Paris, Milão, Tóquio, Hong Kong, Nova Iorque, Rio e São Paulo são transmitidos on line, em tempo real, e isso, de forma direta mexe com todas as ações de moda no mundo. O empresário de hoje deve estar atento a esta realidade e investir em lançamentos, até porque o consumidor da moda é sempre desejoso por novidades. Os estilistas precisam criar a cada seis meses novas coleções, por esta razão estão eternamente em busca de materiais alternativos e inovadores. Sabemos de confecções que lançam novas coleções a cada dois meses, e este movimento tem se tornado cada vez mais natural. Analisamos que as empresas devem buscar objetivos, não só de visibilidade de marca, mas também de apresentação, divulgação e vendas.