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ENCOMEX desmistifica os pormenores negativos da exportação
Sergio Nunes - Encomex

O ENCOMEX foi criado com o intuito de estimular a maior participação do empresariado brasileiro, especificamente micro e pequeno, no contexto internacional, levando informações de relevância acerca da estrutura, do funcionamento, regras básicas do intercâmbio comercial brasileiro, mecanismos de apoio à exportação e também das oportunidades de negócios com o exterior, contribuindo substancialmente com a divulgação da cultura exportadora. Além disso, atua diretamente como instrumento de informação, promovendo o encontro entre o público alvo e as diversas instituições que operam no comércio exterior, dentre essas, os bancos que comparecem aos eventos para disponibilizar informações sobre suas respectivas linhas de crédito, e de serviços relacionados à exportação.

"Percebemos que a falta de informação faz com que muitos empresários sintam-se inseguros para investir no mercado externo"


Podemos afirmar que essas ações têm alcançado resultados muito positivos ao longo dos últimos anos. É igualmente oportuno esclarecer que também existem outras duas ações que formam o eixo de sustentação do Programa Cultura Exportadora: o produto multimídia Aprendendo a Exportar e a Redeagentes– Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior. Desde sua criação em 1997, o ENCOMEX já conseguiu reunir 68 mil participantes, dentre os quais, mais de 27 mil empresas.

Mas não só através de palestras se dá o ENCOMEX, mas também do que seconvencionou chamar de Caminho da Exportação, que é uma estrutura física composta de stands o­nde estão presentes diversos prestadores de serviços na área de comércio exterior, representando os segmentos público e privado. Incluem-se nesse contexto, além do MDIC*, o Banco do Brasil, os Correios, a Caixa Econômica, o Ministério das Relações Exteriores, INPI, o Inmetro, Federações e Associações da Indústria e do Comércio, Sebrae e muitas outras entidades que atuam no comércio exterior.

No ano de 2006, conseguimos reunir um total de 6.000 participantes, dentre os quais 1.952 empresas. Já em 2007, estimamos superar a média dos últimos três anos, que foi de 231 empresas por evento. Fazendo uma análise, podemos sinalizar que a região brasileira que teve maior aceitação do ENCOMEX em todos estes anos foi a Sudeste, o­nde foram mobilizados uma média de 21.556 participantes, incluídas aí 9.734 empresas.

Mesmo com números tão atraentes, percebemos que a falta de informação faz com que muitos empresários sintam-se inseguros para investir no mercado externo. Obviamente que, de um modo geral, e não apenas no mercado externo, a desinformação leva insegurança àqueles que pretendem investir. É por essa razão que a essência do Programa Cultura Exportadora está concentrada na propagação intensiva de informações relacionadas ao processo exportador, seja por meio dos ENCOMEX, por intermédio da Redeagentes, ou com a utilização da ferramenta Aprendendo a Exportar.

Na verdade, o que se tem observado é um cenário mais otimista, com um engajamento crescente das pequenas e médias empresas no mercado internacional. Em 1997, ano em que foi criado o ENCOMEX, eram 13 mil empresas exportadoras, hoje, são cerca de 19 mil. 

Notamos também que a ação vem atuando como um desmistificador sobre os pormenores negativos da exportação. A idéia do Programa Cultura Exportadora passa justamente por aí. Pela desmistificação de um tema que, até um passado muito recente, era desconhecido pela grande maioria das pessoas: o comércio exterior. Hoje, os números apontam para um outro patamar de interesse e conhecimento. Exemplo disso é a grande aceitação do ENCOMEX que reuniu, até hoje, mais de 60 mil participantes. Vemos que esta ação tem dado certo devido à objetividade do evento e, sobretudo, pela convergência de interesses entre a expectativa do público alvo e a ação governamental.

* MDIC: Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior

* Instituto Nacional da Propriedade Industrial