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Moda Íntima evolui e pede por novas tecnologias
Nicole Schueteler Thum - empresária

Anualmente a Princesa Tecidos promove um encontro o­nde é possível vislumbrar tudo o que será tendência e moda nas próximas estações. O 10° Princesa Íntima, que ocorreu em recente evento, visou apresentar essas informações aos clientes com novos detalhes, modelagens, estamparias e tecidos, além da mostrar a nossa mais recente coleção primavera- verão 2007/ 2008.

 

Tivemos também a preocupação de criar um vídeo em que se ensina como manusear tecidos delicados, pois esta é uma linha muito forte dentro de nossa empresa, e percebemos que já há algum tempo muitos confeccionistas não sabem como lidar com estes materiais mais sensíveis. A moda íntima hoje entrou um grau de evolução muito grande e que pede um cuidado maior com essas novas tecnologias que vem sendo apresentadas as confecções. Anteriormente, e ainda hoje, por se dizer, muitas empresas mantém o hábito de se trabalhar com a conhecida lycra lingerie. Nós atuamos com o tactel, tecidos trabalhados e transparentes, também o tule, modal, micro cotton e a fibra de bambu. Para trazermos estas inovações, realizamos constantemente viagens que nos servem como termômetro e pesquisas do que está se usando mundo a fora. O Brasil já oferece o fio de bambu, mas infelizmente, ainda com um custo muito alto, pois a tecnologia é importada da China. Estes materiais requerem um cuidado maior no seu mecanismo de produção. Então, se quisermos realmente continuar lançando e criando produtos arrojados e inovadoras para a moda íntima as confecções terão que se atualizar.

 

O universo dos tecidos voltado para a lingerie tem vivido um momento muito diversificado e bacana. A mistura hoje se interage. Joga-se joga o branco com listrado e também cor de pele com tonalidades mais fortes. A lingerie moderna se apresenta através das composições na hora das criações. Damos como indicativos aos nossos clientes, que invistam em tecidos leves e em gramaturas baixas. Deve haver uma certa dose de irreverência, mas nunca se esquecendo do bom gosto.

 

Os tecidos da Princesa são produzidos com um percentual de elastano muito menor, e analisamos isso como um aspecto positivo, pois a lingerie não é feita para apertar, mas sim para modelar. O universo masculino também é uma preocupação para nós, mesmo sendo o mercado de lingerie mais consumista pelo aspecto feminino. Observamos que o homem atual também quer um “underwear” confortável e ousado. 

“Tivemos a preocupação de criar um vídeo em que se ensina como manusear tecidos delicados, pois a moda íntima entrou um grau de evolução muito grande, e que pede um cuidado maior com essas novas tecnologias”.

E é justamente sob este aspecto que esbarramos na falta de incentivo por parte dos nossos governantes, pois há um mercado extenso e inexplorado ainda em nosso país. O Governo Brasileiro deveria olhar de forma mais interessada para empresas nacionais. Pagamos altos impostos e taxas, e tudo o que é arrecadado não é revertido em benefício de novos empreendimentos para o setor têxtil. Nos sentimos responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico do país, e isso se dá através de maquinários e injeção de capital.

 

A Princesa Tecidos vem acompanhando a tendência friburguense de lingerie, e vemos que é o maior mercado brasileiro e o mais bem posicionado com relação a qualidade, a desenvolvimento e a ousadia. Friburgo é vista hoje como referencial para os empresários de outras regiões do país.