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O BNDES desde de sua fundação vem financiando grandes empreendimentos
Alberto Constantino - BNDES
O BNDES desde de sua fundação vem financiando grandes empreendimentos
industriais e de infra-estrutura, tendo atuado expressivamente em investimentos
para agricultura, comércio e serviços, assim como no apoio às micro, pequenas e médias empresas. As linhas de crédito de longo prazo e custos competitivos para o desenvolvimento de projetos se volta também para o setor de exportações. Com o segmento têxtil não é diferente. Vemos que esta área está bem estruturada e dispõe de indústrias competitivas, mas vem enfrentando dificuldades em função da concorrência que lhe é movida por produtos importados de países emergentes, especialmente China e Índia, cujas exportações são favorecidas pela baixa cotação do dólar no Brasil. Assim, as vendas da indústria têxtil brasileira não são somente afetadas ao nível de mercado interno, mais também no mercado externo, fato este, que prejudica a saída de nossos produtos.

O segmento de confecções tem apresentado alguns problemas estruturais, como a excessiva informalidade e gestão ineficiente, o que afeta negativamente sua competitividade. A tendência é que esta crise seja passageira e se resolva de forma favorável a partir de uma alteração no câmbio.

As empresas do setor têm procurado alternativas para vencer as dificuldades, e algumas indústrias optaram por fazer novos investimentos. É comum que as empresas apoiadas pelo *BNDES apresentem bons resultado operacional, já que os financiamentos obtidos, significam que elas estão aumentando seu aprimoramento tecnológico ou produção. Além disso, em todo empréstimo concedido pelo banco, não é analisada apenas a situação da empresa, mas também, as próprias condições do respectivo mercado. O resultado positivo destas empresas que apoiamos se refletem na baixíssima taxa de inadimplência do BNDES, que em setembro de 2006 já caíra para 0,55%, enquanto o mercado financeiro registrava, como um todo, superior a 3% dos empréstimos.
A instituição viabiliza diversos programas e linhas de crédito para o setor têxtil, sendo que uma das alternativas mais usadas é a Linha Finem, de apoio a empreendimentos diversos, que pode abranger financiamentos não somente ao investimento, mas também incluir capital de giro associado. Em operações superiores a R$ 10 milhões, os empréstimos são concedidos diretamente pelo BNDES. Quando o montante pretendido é inferior a R$ 10 milhões, as operações são feitas através de instituições financeiras credenciadas.

Outras opções são as Linhas Finame e BNDES Automático, operadas também através de instituições parceiras e usadas para financiar projetos de investimentos, incluindo a aquisição de equipamentos de fabricação nacional credenciados pelo BNDES. Podemos igualmente citar o Programa de Competitividade das Empresas do Setor Industrial, cujo objetivo é promover a competitividade das indústrias, além de beneficiar negócios com receita operacional bruta até R$ 300 milhões anuais, e que nos últimos três anos tenham realizado investimentos em ativos fixos ou ativos intangíveis, como marca, design, desenvolvimento de produtos decorrentes de inovação, depósito de patentes e outros.

O Cartão BNDES também se mostra outra alternativa aos empresários. Foi lançado em setembro de 2002, e vem batendo sucessivos recordes. Em 2004, o crescimento dos negócios foi de 937%, em relação a 2003. Em 2005, aumentou mais 500%. No primeiro semestre de 2006, as vendas via cartão foram 402% superiores ao mesmo período de 2005. Em novembro, foi ultrapassada a marca de 102 mil cartões já emitidos, num total de créditos disponibilizados que passa de R$ 2 bilhões.
A média dos limites concedidos já ultrapassa vinte mil, e aumenta progressivamente. Ao possibilitar a realização de negócios pela Internet no Portal de Operações do banco, a criação do Cartão BNDES facilitou expressivamente o acesso de micros, pequenas e médias empresas a um sistema de crédito rápido e seguro, com efeito multiplicador em geração de emprego e renda. Com uso do cartão, a empresa de até médio porte com faturamento bruto anual inferior a R$ 60 milhões, pode fazer investimentos, comprando produtos de fabricação nacional, ou que recebam agregação de valor no país. As compras são feitas exclusivamente no Portal de Operações do BNDES, a partir dos catálogos exibidos no site do banco, que divulgam os produtos de todos os fornecedores credenciados. Em agosto, o limite do Cartão BNDES passou para R$ 250 mil, mas na verdade a empresa pode chegar a R$ 750 mil, caso use três cartões – um emitido pela Caixa Econômica Federal, outro pelo Banco do Brasil e mais um pelo Bradesco. No caso das empresas têxteis e de confecções, a novidade foi que o Cartão passou a financiar também a aquisição de insumos.
A partir de 2003, o financiamento às empresas de pequeno porte passou a ser uma das prioridades do BNDES. Sendo assim, o volume de crédito para esse tipo de negócio, que já alcançara R$ 12,5 bilhões em 2005, chegou a R$ 15 bilhões em 2006. Com as novas Políticas Operacionais, o BNDES formalizou a decisão de não mais cobrar taxa de intermediação financeira, nem spread de risco para os financiamentos destinados às micros, pequenas e médias empresas. O custo dos empréstimos a empresas de menor porte hoje inclui apenas a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), acrescida da remuneração básica de 1% ao ano em projetos de investimento fixo e na aquisição de bens de capital (inclusive agropecuários e caminhões). A remuneração do agente financeiro (banco que faz a intermediação entre o BNDES e a empresa), é de 3% ao ano, em média.
O BNDES tem apresentado resultados positivos com relação ao apoio às micros, pequenas e médias empresas, que tiveram um aumento de 20% dos desembolsos totais no período de 1999 a 2002, para 30% dos desembolsos totais entre 2003 e 2006. Os números mostram um interesse maior por parte do empresariado em buscar suporte e apoio junto à instituição, que cada vez mais se coloca como uma parceira sólida e segura.
Outro dado que deve ser ressaltado é que as empresas que buscaram apoio da instituição entre 2000 e 2004, aumentaram significativamente sua oferta de empregos em até 23%. Realmente, a equipe técnica do BNDES já realizou estudos mostrando a importância dos financiamentos do Banco em termos de abertura de empregos. Quanto às perspectivas para este ano, acreditamos que, com o aquecimento da economia, teremos expressivo crescimento no número de financiamentos.